Uma estratégia multimodal para reduzir as esperas em um hospital público brasileiro: estudo de caso

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Data
2024-06-24

Orientador(res)

Massuda, Adriano

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A superlotação em emergências de hospitais é um problema enfrentado por sistemas de saúde em todo o mundo. Este estudo teve como objetivo principal descrever um caso de implementação de uma estratégia multimodal para reduzir esperas no departamento de emergência e para disponibilização do leito em um hospital público brasileiro superlotado. O conjunto das evidências de experiências bem-sucedidas em projetos de melhoria com ênfase em excelência operacional foram apresentados em uma ampla revisão de escopo da literatura. Para esta revisão bibliográfica, foram selecionados sistematicamente 34 artigos publicados entre 2014 e 2024. Foi realizada uma análise de conteúdo temática, categorizando os tópicos mais frequentes em três categorias: Lean seis sigma, ciência da melhoria e governança clínica. Em muitas publicações essas categorias convergiram, porém didaticamente os resultados foram apresentados a partir desses temas. Em seguida, a descrição minuciosa de um caso de implementação dessas estratégias em um hospital público brasileiro secundário demonstrou a aplicação desse conhecimento em um contexto específico. Apesar de um aumento de 5% no número de atendimentos na emergência evidenciado nesse estudo de caso, os resultados obtidos com essa estratégia multimodal para excelência operacional foram robustos. Após a implementação do projeto de melhoria, houve uma redução do principal indicador de superlotação do departamento de emergência, NEDOCS (National Emergency Department Overcrowding Score), em 26%. O tempo de permanência na emergência dos pacientes sem indicação de internação foi reduzido em 44%, enquanto o intervalo entre a indicação da internação e a alocação no leito definitivo não se alterou. A espera por atendimento médico dos pacientes estratificados como verde e amarelo, de acordo com a classificação de Manchester adaptada, caiu 15% e 4% respectivamente. No âmbito da unidade de internação, foi evidenciado um aumento expressivo das altas até as 10:00, que saltaram de 14% para 42% dos pacientes, no entanto houve uma elevação de 20% no tempo médio de permanência hospitalar.

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