A estratégia da saudade: aspectos da administração nassoviana no Brasil holandês (1637-1644)
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Data
2012-10-28
Autores
Orientador(res)
Martins, Paulo Emílio Matos
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Resumo
Este trabalho tem por objetivo tratar da estratégia administrativa do conde Maurício de Nassau quando governou o Brasil holandês entre 1637 e 1644. O primeiro capítulo contextualiza como se formou o expansionismo imperialista holandês e como a conquista do Brasil passou a ser prioritária para os interesses econômicos da Companhia das Índias Ocidentais (WIC) e como ponto estratégico no domínio naval do Atlântico. O segundo capítulo destaca os aspectos humanistas e pragmáticos do conde Nassau e como sua ação administrativa pode ser considerada um fenômeno administrativo. O terceiro capítulo analisa os referenciais teóricos das novas possibilidades de estudos administrativos considerando a dimensão histórica como parte integrante e indissolúvel da realidade organizacional como alternativa ao paradigma positivista. Nele também são analisados os referenciais teóricos sobre estratégia. O quarto e último capítulo faz o cotejamento entre o referencial teórico analisado e os determinantes e características da estratégia nassoviana, mostrando que ela foi singular e inovadora para época em que aconteceu. A pesquisa buscou primordialmente mostrar que a ação administrativa de Nassau foi baseada numa estratégia empreendedora de cunho carismático cujo caminho trilhado foi o de gerar sentimento de saudade no imaginário popular dos seus governados e descendentes.
