Alocação de carteiras e risco soberano no Brasil

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Data
2025-01-19

Orientador(res)

Fernandes, Marcelo

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Resumo
Este trabalho investiga uma estratégia de alocação de portfólio baseada no modelo média– variância condicionada a regimes de risco determinados pelo Credit Default Swap (CDS) soberano do Brasil. A hipótese central é que a identificação de regimes de risco - baixo e altopor meio do CDS permite ajustar dinamicamente as alocações de ativos, melhorando o desempenho ajustado ao risco em relação a abordagens tradicionais. Para testar essa hipótese, desenvolvemos uma estratégia de alocação que alterna entre configurações nos pesos dos ativos conforme o regime de risco vigente e comparamos seu desempenho à carteira ótima de média– variância sem distinção de regimes e à carteira com pesos uniformes. Os resultados indicam que, em regimes de maior estresse institucional — caracterizados por níveis elevados do CDS soberano brasileiro — o portfólio ótimo apresenta maior exposição a ativos de risco domésticos, particularmente renda variável. Embora esse comportamento seja à primeira vista contraintuitivo, ele decorre de alterações nas covariâncias condicionais entre os ativos, que deslocam a fronteira eficiente e tornam tais alocações relativamente mais atrativas do ponto de vista risco-retorno. Este trabalho contribui para a literatura ao fornecer evidências empíricas de que a utilização de um indicador de risco soberano de mercado, como o CDS, como variável de mudança de regime pode aprimorar a alocação ótima de portfólios em um mercado emergente.

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