Uma análise dos principais motivadores e barreiras para o reporte de sustentabilidade pelos bancos

Data
2023-06-26
Orientador(res)
Felsberg, Annelise Vendramini
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Resumo

Cada vez mais tem se discutido sobre a relevância do setor financeiro, principalmente dos bancos, para a agenda de sustentabilidade. São crescentes e diversas as discussões sobre a relação dos bancos com o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade. Nos últimos anos também é notável o aumento da demanda pelo reporte e transparência de sustentabilidade pelos bancos, além do maior destaque da agenda nas pautas dos investidores. Este estudo visou compreender, por meio da avaliação dos sites e relatórios dos bancos e da realização de consultas via formulário Forms com profissionais de sustentabilidade dos bancos e de consultorias especializadas em sustentabilidade, quais eram os motivadores e as barreiras para o reporte e a transparência de sustentabilidade pelo setor. Constatou-se que os principais motivadores que estimulam o reporte e a transparência por parte dos bancos podem ser classificados em seis diferentes categorias: i) demandas dos investidores, ii) demandas regulatórias, iii) participação em índices e ratings de sustentabilidade/ESG, iv) compromissos voluntários, v) posicionamento estratégico e vi) diferencial competitivo. Já as barreiras, que impedem ou desestimulam o reporte e a transparência de sustentabilidade, podem ser classificadas em cinco categorias: i) falta de padronização, ii) ausência de informações (dados, KPIs, metas) que trazem complexidade para o monitoramento, iii) complexidade das diferentes demandas de reporte e transparência, iv) custo elevado do reporte e v) inexistência de time capacitado. Também foram elencados fatores que poderiam reduzir as barreiras para o reporte e a transparência de sustentabilidade pelos bancos, sendo eles: i) padronização das demandas – taxonomia para o setor, ii) regulações e autorregulações mais diretivas e iii) ampliação das coletas de dados, das variadas demandas, por Inteligência Artificial. De acordo com a teoria institucional, com base nas respostas e nas análises documentais, também foi possível identificar a presença do isomorfismo na atuação dos bancos.


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