Um estudo exploratório sobre a transformação digital no varejo alimentar sob a perspectiva de profissionais das redes supermercadistas regionais
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Data
2023-06-23
Autores
Orientador(res)
Guissoni, Leandro Angotti
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Resumo
Este estudo aborda como profissionais das redes supermercadistas regionais estão reagindo à transformação digital que ocorre no varejo alimentar e discute as vantagens e desvantagens entre desenvolver um canal próprio ou firmar parcerias com plataformas de marketplaces, como varejistas online ou aplicativos de entrega rápida, ou adquirir empresas que permitam acelerar a entrada no canal digital. Em 2022, o setor atingiu faturamento de R$695,7 bilhões, sendo 20,9% maior em relação ao ano anterior, representando 7% do PIB brasileiro no mesmo ano, quando o online teve participação de apenas 2,1% e teve 35% dos supermercados vendendo no digital. Números que contribuíram para 8% do crescimento do comércio eletrônico em 2022, fruto do setor supermercadista ser uma das últimas categorias a aderir ao canal digital como plataforma de compra. Esses dados mostram que existem caminhos relacionados ao desenvolvimento de sua própria estrutura, aprendizados com empresas de atuações específicas na jornada do consumidor ou aquisições para ganho de tempo na entrada do mercado digital. Para compreender esse comportamento, utilizou-se uma base teórica que trata o tema da inovação sob a perspectiva da indústria e do consumidor, complementada com dados secundários do setor supermercadista e entrevistas qualitativas realizadas com seis profissionais relacionados às decisões de transformação digital em redes supermercadistas com atuação regional. Partiu-se, assim, da pergunta de pesquisa “quais as vantagens e desvantagens das estratégias de desenvolvimento próprio, construção de parcerias ou aquisições de empresas no processo de transformação digital do varejo alimentar sob a perspectiva dos executivos das redes supermercadistas regionais?”. As conclusões mostram ser essencial que a indústria tenha uma orientação às atividades digitais, entre elas o e-commerce, o marketplace e a distribuição, para conseguir compreender o comportamento do consumidor e obter indicadores de resultados que justifiquem o investimento na área.
