Análise das operações de crédito internas da União
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2025-04-08
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Resumo
O texto analisa as operações de crédito de entes subnacionais (estados e municípios) e os riscos fiscais associados a elas. Mostra como a expansão do endividamento comprometeu as contas públicas, especialmente na crise fiscal de 2015-2016, exigindo renegociações e reestruturações onerosas. Após a renegociação de 1997, os entes só poderiam contrair dívidas se a Receita Líquida Real (RLR) fosse superior à dívida financeira, mas flexibilizações em 2007 e 2009 permitiram maior expansão das operações de crédito. Mais recentemente, essas operações voltaram a crescer, aumentando preocupações com riscos fiscais. O texto detalha as regras para concessão de crédito com garantia da União, que exigem contrapartidas como: programas de apoio à gestão fiscal, previsão orçamentária, cumprimento de limites constitucionais (saúde e educação), adimplência, limites de endividamento e requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Também são listados critérios recentes (Portaria MF nº 1583/2023), como CAPAG acima de B, contragarantias suficientes, custo efetivo adequado, valor mínimo da operação, plano de execução das contrapartidas e condições específicas para entes em regime de recuperação fiscal. Em síntese, o estudo busca caracterizar a situação atual, ressaltando os riscos e a necessidade de controle rigoroso das operações de crédito subnacionais.
