As variações cambiais justificam o custo financeiro da contratação do hedge cambial no Brasil?
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Data
2025-07-31
Autores
Orientador(res)
Ridolfo Neto, Arthur
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Resumo
Estudos mostram que, mesmo diante de exposições, nem todas as empresas utilizam derivativos como proteção contra riscos financeiros atrelados às variações cambiais. Para muitos, os derivativos são considerados instrumentos caros, complexos e de difícil implementação. Com foco exclusivo no quesito custo — considerando posições passivas em USD— este estudo tem como principal objetivo testar, dentro de um intervalo de 10 anos, com amostras diárias e em diferentes prazos, se o custo da contratação do hedge, oriundo do diferencial de juros locais em reais frente aos juros em dólar, justificaria a não utilização de derivativos. Através de ferramentas estatísticas, conclui-se de que, quando analisado o comparativo entre a variação cambial relativa e os custos dos carregamentos, a contratação do hedge cambial não é óbvia, mas quando consideradas, como agregadoras de decisões, as ferramentas de medidas de riscos, mais especificamente o Value-at-Risk (VaR), tanto paramétrico quanto não paramétrico, o uso do derivativo passa a ser óbvio para a proteção do risco de moeda inserido no balanço de uma empresa. Complementarmente, foram analisadas as performances do PIB, do IPCA, da taxa SELIC, do USD e da dívida líquida do governo, a fim de observar se os movimentos desses componentes macroeconômicos exercem influência sobre os comparativos. Este estudo, portanto, pode contribuir para a decisão sobre a utilização ou não de hedge financeiro para a cobertura de exposições cambiais, especialmente quando o principal fator de não utilização é o custo financeiro.
