Avaliação da viabilidade econômica da estocagem subterrânea como estratégia de suprimento de gás natural para usinas termelétricas

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Data
2026-02-05

Orientador(res)

Gonçalves, Edson Daniel Lopes

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A crescente participação de fontes renováveis intermitentes na matriz elétrica brasileira tem ampliado a necessidade de mecanismos que assegurem a flexibilidade operativa e a confiabilidade do atendimento à demanda, sobretudo nos períodos de ponta. Nesse contexto, as usinas termelétricas a gás natural desempenham papel estratégico, especialmente em ambientes de contratação voltados à garantia de potência. Este trabalho avalia a viabilidade econômica de um modelo alternativo de suprimento de gás natural para usinas termelétricas, baseado na integração de uma infraestrutura de estocagem subterrânea ao projeto da usina, em comparação ao modelo tradicional baseado no suprimento via gás natural liquefeito. A avaliação concentra-se exclusivamente nos custos de suprimento de combustível, uma vez que as demais componentes econômicas do empreendimento permanecem inalteradas entre os cenários analisados. A metodologia combina a modelagem estocástica das principais variáveis de incerteza, incluindo preços e disponibilidade de gás natural, por meio de simulações de Monte Carlo baseadas em processos de reversão à média, com a quantificação da demanda da usina a partir de cenários horários de despacho. Os fluxos de caixa do cenário alternativo são obtidos a partir da solução de um modelo de otimização que minimiza os custos totais de suprimento, respeitadas as restrições operacionais da estocagem. Os resultados indicam que a adoção da estocagem subterrânea tende a reduzir o valor presente líquido esperado dos custos de suprimento e melhora o perfil de risco do projeto. Observa-se que os ganhos associados à estocagem subterrânea são potencializados em faixas de custos variáveis unitários mais baixos, nas quais a usina apresenta maior frequência de despacho. Esse comportamento indica que a maximização do valor privado do projeto pode estar alinhada a efeitos sistêmicos desejáveis, ao favorecer a inserção de usinas mais competitivas no atendimento da demanda, com potencial contribuição para a redução do custo médio de geração e para a eficiência econômica do sistema elétrico.

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