Kazan
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2024-11-26
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Resumo
Desde Yekaterinburg, Rússia, em 2009, o grupo BRICS realiza cúpulas anuais que consolidam e registram a cada ano as atividades e desenvolvimentos sob suas presidências rotativas. O texto final das conclusões tem adquirido relevância progressiva, à medida que decisões e iniciativas importantes são formalmente anunciadas e, muitas vezes, um cronograma correspondente de atividades é estabelecido. Este foi o caso do que hoje é chamado de Novo Banco de Desenvolvimento, com discussões intensas tendo começado em uma reunião histórica e muito relevante em Delhi, Índia, em 2012. No entanto, a reunião deste ano, sob a presidência russa, na histórica cidade de Kazan, superou todas as edições anteriores. Primeiro, quatro novos membros, aceitos neste ano, Egito, Etiópia, Irã e os Emirados Árabes Unidos, participaram plenamente pela primeira vez. Segundo, foram estabelecidos critérios para novas adesões de associados, incluindo a condição de não utilizar sanções contra terceiros, com – sem uma lista de muitos pedidos – treze novos países aceitos nesta primeira etapa. Em terceiro lugar, importantes avanços foram feitos no esforço-chave para se desvincular do dólar americano em transações internacionais de todos os tipos, juntamente com iniciativas preliminares visando a uma reforma do Sistema Monetário Internacional (SMI) influenciada pelo Sul Global. Em um ambiente pacífico e construtivo, no qual várias reuniões bilaterais desempenharam um papel fundamental em aproximar pares diferentes de membros, a cúpula foi magistralmente organizada e conduzida pelos anfitriões russos. Uma variedade de outras iniciativas temáticas e encontros ocorreu ao lado do evento principal. Esta nota destaca alguns pontos e decisões principais e elabora sobre o porquê e como o grupo adquiriu renovada relevância, com Kazan representando um divisor de águas no cenário mundial atual.
