O impacto das perdas na composição de custo e na formação do preço de venda do tomate: uma análise da produção à comercialização
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Data
2024-03-01
Autores
Orientador(res)
Péra, Thiago Guilherme
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Resumo
As pesquisas sobre o desperdício de alimentos tornam-se cada vez mais relevantes no cenário atual. O crescimento da população mundial demandando mais alimentos e a pressão para redução dos preços de comercialização, seja para acessibilidade, seja pela competitividade, obrigam os agentes econômicos a serem cada vez mais eficientes. Neste contexto, a questão das perdas de produtos em toda a cadeia, da produção ao consumo, toma uma dimensão cada vez mais significativa. Face a este ambiente, o presente trabalho tem como objetivo geral estimar o custo das perdas nas diferentes etapas da cadeia da produção, transporte e comercialização. De forma mais específica, como elas influenciam a rentabilidade e/ou a competitividade na produção e na comercialização. A metodologia utilizada foi a de estudo de caso, com foco no produto: tomate. Foram analisadas as perdas e a rentabilidade de quatro lojas de um varejista de grande porte, em dois estados diferentes, com diferentes formas de abastecimento. Também foi aplicado um questionário com dois dos principais fornecedores da empresa, no estado de São Paulo. As conclusões apontam para perdas totais de 23,13% para as lojas 1 e 2 e 26,36% para as lojas 3 e 4, pressionando a rentabilidade da cadeia. Apurou-se uma discrepância de 3,23% entre as lojas do estado de São Paulo e as lojas de Pernambuco. A empresa varejista possui processos e uma estrutura de governança. Porém, entre estes estados, o modelo de abastecimento é diferente. Para a praça de São Paulo, os produtores investem mais da “porteira para dentro” e têm estruturas de armazenagem e transporte próprios. Portanto, tendem a ter uma perda mais controlada. As lojas de Pernambuco operam com um atravessador sem as mesmas características do modelo deste estado. Além disto, operam com dias de estoque significativamente acima da praça de São Paulo. Este resultado aponta para a necessidade de garantir a aplicação dos melhores processos de gestão, pesquisa e treinamento de equipes, bem como o uso de práticas de benchmarking e a cooperação entre os diversos elos da cadeia buscando a melhor eficiência operacional.
