Indicadores ESG e o desempenho de fundos de investimentos

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Data
2023

Orientador(res)

Garcia, Fábio Gallo

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A crescente demanda pelos resultados “além-finanças” tem ganhado muito espaço. As práticas que circundam o universo ESG, acrônimo de Enviromantal, Social and Governance (em português, ASG – Ambiental, Social e Governança) estão cada vez mais presentes nas empresas, instituições financeiras e no mercado de capitais. Investidores ávidos pelo posicionamento das suas respectivas investidas também estão atentos para a consistência dessas divulgações. No caso dos fundos de investimento não é diferente. Atualmente, há fundos que direcionam seus recursos com os fundamentos ESG e buscam, através destes, a melhor remuneração ao capital investido. Para acompanhar esta demanda, vários índices e metodologias vêm sendo utilizados para esta finalidade. Ainda não há uma uniformidade que direcione a padronização do universo ESG como ocorre com os princípios contábeis geralmente aceitos. No entanto, os debates sobre esta questão levam a crer que esses padrões não estão muito distantes de serem adotados, principalmente nos mercados de capitais mais maduros. Oportuno salientar, contudo, os esforços de agentes reguladores como a CVM brasileira em inserir o tema na pauta das divulgações como é o caso da resolução 59/2021 e, nos casos dos fundos de investimento, a resolução 175/2022, ambas bem recentes, mas com o intuito de se facilitar a identificação e a análise pelo investidor das práticas ESG das empresas e fundos de investimentos. Ao se comparar retornos acumulados de um, três e cinco anos de fundos Exchange Traded Funds (ETF) com os respectivos indicadores de maturidade ESG, observa-se uma relação positiva da rentabilidade destes fundos em relação às melhores pontuações ESG. Resultado semelhante é encontrado quando acrescentadas as variáveis de controle Asset Under Management (AUM), P/E ratio, annual dividend yield e beta do fundo, embora no modelo estatístico adotado as variáveis P/E ratio e AUM não tenham apresentado relação estatisticamente significativa. Ao se relacionar o índice de Carbono Intensivo (Carbon Intensity) com os retornos percentuais acumulados de um, três e cinco anos, constata-se estatisticamente o coeficiente de regressão negativo e significativo em 5%, o que implica afirmar que fundos ETF que comportam em suas carteiras empresas com menor intensidade de carbono produzem retornos acumulados % de um, três e cinco anos maiores quando comparados às empresas com maior intensidade de carbono.

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