'O perfil da criança e do adolescente desejado': processo de adoção no Brasil e a escolha do perfil pelos pretendentes

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Data
2020

Orientador(res)

Mese, Vivianne Ferreira

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O sistema de adoção no Brasil é complexo e apresenta algumas falhas, que resultam na grande disparidade do número de crianças e adolescentes aptos à adoção e de pretendentes habilitados. A diferença é extremamente significativa: enquanto 46.000 pessoas estão habilitadas para adotar, 9.000 crianças ou adolescentes estão aptos à adoção. O perfil da criança ou adolescente desejado, determinado pelo pretendente, reflete um dos principais problemas do processo de adoção que levam a esses números contraditórios. Por meio da análise desse perfil, percebe-se que os pretendentes desejam adotar crianças de até 5 anos de idade, enquanto a maioria das pessoas aptas à adoção são crianças mais velhas e adolescentes, entre 15 a 17 anos. Os órgãos responsáveis pelo regulamento da adoção já constataram o problema trazido por essa incompatibilidade de perfis e buscaram, em agosto de 2019, alterar o sistema no qual todos os dados referentes aos processos adotivos são armazenados. As mudanças de longo prazo trazidas por esse novo sistema não são mensuráveis no momento do presente trabalho, mas avalia-se que este sistema não altera substancialmente como o perfil é encarado no cadastramento do pretendente.

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