Afinal, o que aconteceu com a desigualdade no imposto de renda

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2019

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Resumo
Este artigo avalia os registros administrativos do imposto de renda e a combinação deles com pesquisas domiciliares em termos de crescimento, desigualdade e bem-estar social no Brasil, entre 2007 e 2015. Este último exercício guarda a promessa de adicionar às pesquisas domiciliares valores mais realistas do topo da distribuição de renda. Enquanto a literatura acerca do tema focou nos impactos da combinação destas bases de dados sobre a desigualdade de renda, este artigo avalia suas implicações cumulativas sobre bem-estar. Em primeiro lugar, apesar do nível de desigualdade calculado ser maior quando há substituição das rendas mais altas estimadas originalmente nas pesquisas domiciliares, o mesmo exercício de substituição, por construção, também aumenta o nível médio de renda e bem-estar social estimados. Ademais, enquanto o movimento destas estimativas combinadas resultam em uma queda menor de desigualdade do que a observada nas pesquisas domiciliares tradicionais, a tendência de crescimento da renda e do bem-estar social se torna maior. Como a desigualdade cai nas duas bases de dados isoladas a desigualdade total, só não cairá caso a renda cresça mais nos dados do imposto de renda. Por fim, analisamos a ocorrência de uma série de erros de medida advindos deste exercício de combinação de bases de dados e as causas associadas. Em particular, as discrepâncias obtidas entre as taxas de crescimento da renda nos dados do imposto de renda, das pesquisas domiciliares e do PIB.

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