Eficiência e eficácia das inovações em telemedicina nas práticas hospitalares: um estudo de caso no Brasil

dc.contributor.advisorCernev, Adrian Kemmer
dc.contributor.authorFerrari, Cesar Augusto Rodrigues
dc.contributor.memberKugler, José Luiz
dc.contributor.memberWen, Chao Lung
dc.contributor.unidadefgvEscolas::EAESPpor
dc.date.accessioned2020-04-24T13:53:21Z
dc.date.available2020-04-24T13:53:21Z
dc.date.issued2020-03-25
dc.description.abstractA telemedicina, ou a possibilidade de aproximar profissionais de saúde de pacientes mediante o uso de tecnologias de informação e comunicação (ICT), vem trilhando um caminho crescente de adoção desde a criação da possibilidade tecnológica de comunicação remota com a invenção do telégrafo e do telefone. Avanços mais recentes da tecnologia, principalmente os realizados na década de 90 com a difusão da Internet e da telefonia celular e outros mais recentes, trouxeram ainda mais impulso na disseminação da telemedicina como uma alternativa real para aumentar a oferta de serviços médicos com a mesma eficácia que aqueles prestados de maneira presencial para populações afastadas dos grandes centros urbanos, com o benefício adicional de reduzir os custos totais dessa oferta de serviços médicos sob a ótica da sociedade servida. Países como os EUA, Canadá, Austrália, Noruega e Reino Unido têm estado na vanguarda no estudo da eficácia dos serviços de telemedicina, experimentando, agora, movimentos de expansão desses serviços para modalidades operacionais estabelecidas, ainda que os desafios de incorporação da telemedicina nas práticas atuais se apresentem como grandes obstáculos. No Brasil, grandes hospitais e o Ministério da Saúde vêm trabalhando com a telemedicina desde a década passada, com um número crescente de casos de uso e de atendimentos remotos realizados, ainda que a plena adoção e incorporação da telemedicina no sistema de saúde tradicional apresente os mesmos desafios que aqueles observados nos países pioneiros. A análise dos desafios para a disseminação da telemedicina nos sistemas de saúde, de maneira continuada e sustentada, coincide com uma reflexão mais profunda sobre a própria sustentabilidade dos atuais sistemas de saúde, os quais estão se tornando cada vez mais complexos e custosos. Nossa proposição, nesse contexto, é a de que uma nova forma de enxergar os desafios da indústria de saúde seja utilizada, avaliando-se a maneira como inovações em tecnologia podem trazer melhorias para os sistemas de saúde, de maneira coordenada com inovações nos modelos de negócio das principais entidades provedoras participantes desses sistemas – os hospitais e consultórios. Conforme o modelo da Inovação Disruptiva, somente quando consideramos os efeitos somados das inovações tecnológicas, tais como a telemedicina, com inovações dos modelos de negócio é que poderemos iniciar uma efetiva jornada de melhoria dos sistemas de saúde. Nesse contexto, analisamos a experiência bem-sucedida de aplicação da telemedicina pelo Hospital Israelita Albert Einstein para o provimento de serviços médicos remotos para plataformas de extração de petróleo – um ambiente remoto e de difícil acesso, no qual seus profissionais estão expostos a condições que podem demandar diagnóstico e atendimento médico imediato. Em condições habituais – ou seja, sem a telemedicina –, tais atendimentos seriam prestados com a presença física constante de profissionais e equipamentos médicos especializados, ou com uma infraestrutura de transporte aéreo imediato dos pacientes para hospitais remotos. Com o uso da telemedicina, verifica-se que a mesma eficácia de prestação de serviços médicos é oferecida com maior imediatismo e a uma parcela dos custos totais da alternativa anterior, o que é demonstrado nesse estudo de caso.por
dc.description.abstractTelemedicine, or the ability to bring together health professionals and patients with the use of Information and Telecommunication Technology (ICT), has experienced growing adoption since remote communication became a reality with the invention of the telephone and the telegraph. More recent advances in technology, especially in the 1990´s with the creation of the Internet and Mobile Telephony, among others, brought even more impulse to the dissemination of Telemedicine as an alternative to increase the offer of health services with the same efficacy as those delivered physically to remote populations, with the added benefit of reducing the total cost of provision of those services from the societal standpoint. Countries like the USA, Canada, Australia, Norway and the United Kingdom have been leading the way when it comes to research about the efficacy of Telemedicine applications, attempting to evolve these applications into established operational services, even though the challenges of incorporating Telemedicine into current practices still present great obstacles. In Brazil, large hospitals and the Health Ministry have been experimenting with Telemedicine since the last decade, with a growing number of applications and remote cases handled, but the same challenges as those faced in developed countries occur when it comes to incorporating Telemedicine into current health care systems and practices. Assessing the challenges of disseminating Telemedicine in the current health care systems in a sustainable fashion goes hand in hand with a deeper reflection about the very sustainability of these health care systems, which are becoming increasingly costly and complex. In this context, we propose a new way of looking at the health care industry challenges, evaluating how technology innovations can improve health care systems in coordination with business model innovations in the main entities of those systems – hospitals and medical practices. According to the Disruptive Innovation model, only when we consider the combined effect of technology innovation such as Telemedicine, with business model innovations, will we be able to initiate an effective health care systems improvement journey. We have evaluated, in this context, the successful experience of Hospital Israelita Albert Einstein in the application of Telemedicine to provide health care services to oil rigs – remote locations with difficult access, whose workers are subject to conditions in which immediate diagnosis and treatment may be needed. In usual conditions, that is, without Telemedicine, such medical services would be either provided with constant physical presence of medical teams or with an elaborate transportation infrastructure for immediate air transfer to remote hospitals. With the use of Telemedicine, the same diagnosis and treatment efficacy is offered faster and at a fraction of the costs of the alternatives, as demonstrated in the case study.eng
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10438/29014
dc.language.isopor
dc.rights.accessRightsopenAccesseng
dc.subjectTelemedicineeng
dc.subjectOperational efficiencyeng
dc.subjectHealthcare management innovationeng
dc.subjectDisruptive innovationeng
dc.subjectEficiência operacionalpor
dc.subjectTelemedicinapor
dc.subjectInovação em gestão de saúdepor
dc.subjectInovação disruptivapor
dc.subject.areaAdministração de empresaspor
dc.subject.bibliodataTelecomunicações na medicinapor
dc.subject.bibliodataEficiência organizacionalpor
dc.subject.bibliodataSaúde - Administraçãopor
dc.subject.bibliodataInovações tecnológicas - Estudo de casospor
dc.subject.bibliodataInovações disruptivaspor
dc.titleEficiência e eficácia das inovações em telemedicina nas práticas hospitalares: um estudo de caso no Brasilpor
dc.typeDissertationeng
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