Como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional trataram as questões das mudanças climáticas para o agronegócio do Brasil e da América Latina de 2008 a 2022?
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Data
2024-03-04
Autores
Orientador(res)
Gurgel, Ângelo Costa
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Resumo
O agronegócio latino-americano, em especial o brasileiro, se destaca no contexto global de produção e exportação, se posicionando entre os líderes do comércio mundial numa série de commodities e como importante player no mercado de energia. Por sua própria dinâmica, as alterações no clima impactam o cotidiano de suas atividades. Eventos extremos, como secas cada vez mais frequentes e duradouras e, de outro lado, precipitações mais concentradas, representam desafios urgentes, que trazem várias necessidades, a começar da captação de recursos para a adaptação ou mitigação a esse cenário. Referências para todos os países, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional têm um papel essencial na definição de parcerias e critérios dos projetos a receber recursos e como financiá-los. Este estudo mostra como as duas instituições multilaterais trataram das mudanças climáticas para o agro do Brasil e da América Latina no período entre duas grandes crises, a financeira global, no fim dos anos 2000, e a pandemia da Covid-19, na virada da década de 2020. As informações levantadas permitem concluir que o agronegócio latino-americano, no Brasil em especial, conta com tecnologia e conhecimento capazes de colocar a produção em outro patamar de sustentabilidade. É preciso, porém, que as práticas bem-sucedidas sejam reproduzidas de maneira mais consistente, com as adequações necessárias a cada região.
