Portfolio pumping no mercado acionário brasileiro
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2018-03
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Resumo
Neste artigo, discutimos a prática de portfolio pumping para o caso brasileiro. Embora o tema seja frequente em outros países, são poucos os estudos que realizam essa análise para o Brasil. O estudo estatístico foi realizado em três etapas: na primeira, consideramos o valor das cotas de fundos brasileiros de investimento em ações para o período de setembro de 2011 a junho de 2016, calculando o retorno anormal diário desses fundos com base no Ibovespa, com e sem a consideração do beta ajustado das carteiras desses fundos. O resultado observado sugeriu que a prática de portfolio pumping é mais frequente ao final dos meses ex-semestre do que ao final dos semestres. Quando consideramos o beta ajustado para o cálculo do retorno anormal dos fundos, verificamos maior significância para a existência dessa prática. Na segunda etapa, os fundos foram ordenados com base em seu desempenho no período anterior (mês, semestre e ano), com resultados observados pouco esclarecedores para a análise do tema, diferentemente do que é sugerido pela literatura do problema do agente principal. Na última etapa, analisamos a prática de portfolio pumping nas ações negociadas na BM&F Bovespa, ordenando-as pela sua participação nos portfólios e pelo seu Market Cap. Os resultados obtidos indicaram que as ações com maior presença nos portfólios dos fundos de investimento têm retornos anormais mais elevados ao final dos períodos, reforçando a tese de que esse aumento nos preços de ações naqueles instantes pode ser uma consequência de uma ação deliberada por parte dos gestores desses fundos.
