Impulso fiscal: uma abordagem de multiplicadores fiscais com aplicação para a economia brasileira
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Data
2019-08-09
Autores
Orientador(res)
Pires, Manoel Carlos de Castro
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Resumo
O presente trabalho tem como objetivo principal analisar os efeitos segregados do esforço fiscal discricionário do governo sobre a economia e, secundariamente, verificar os diferentes impactos de grupos de despesa selecionados sobre a demanda agregada. Para tanto, propõe-se uma nova metodologia de cálculo para o impulso fiscal, que verifica a diferença entre o resultado primário estrutural de dois períodos, a fim de qualificar como expansionista ou contracionista a política fiscal do governo, excluídos os fatores cíclicos e os eventos não recorrentes. O novo indicador é construído com base nos multiplicadores fiscais de impacto, de horizonte e cumulativo desagregados em transferências de renda, folha de salários, investimentos públicos e outras despesas. Os resultados mostram que o multiplicador de impulso fiscal tem aderência quando comparado ao da Secretaria de Política Econômica, introduzindo uma abordagem qualitativa da política, ao mostrar a contribuição de cada grupo de despesa para o resultado. Ademais, foi possível estimar os efeitos de médio prazo da política fiscal na demanda agregada, o que não é possível com o atual indicador. Para comparar o poder de explicação dos dois impulsos fiscais (da SPE e o multiplicador de impulso fiscal), foi estimada uma curva IS, que mostrou maior aderência do impulso fiscal deste trabalho à curva de demanda brasileira. A estimação de uma curva de juros também sugere que o multiplicador de impulso fiscal explica melhor a dinâmica da taxa real de juros. Por fim, foi estimado um modelo VAR para avaliar o impacto da política fiscal e o possível efeito na transmissão da política monetária.
