Consórcios: fatores que influenciam a desistência e suas consequências
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Data
2025-10-14
Autores
Orientador(res)
Ridolfo Neto, Arthur
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Resumo
Este estudo analisou os fatores econômicos, comportamentais e institucionais que influenciam a decisão de desistência em consórcios no Brasil. Embora o consórcio esteja consolidado como um mecanismo de autofinanciamento desde 1961, as taxas de evasão voluntária permanecem elevadas, superando 50% das cotas ativas, segundo o Banco Central do Brasil (2023). A fundamentação teórica baseou-se em conceitos da economia comportamental, como desconto hiperbólico, viés do presente e teoria da perspectiva, para compreender como os indivíduos lidam com a incerteza da contemplação e o adiamento dos benefícios. A pesquisa utilizou uma base de dados com 125.557 registros (2008–2023), combinada a indicadores macroeconômicos e informações qualitativas de consorciados e profissionais do setor. A regressão logística binária identificou variáveis preditoras da desistência, como número de parcelas, valor da carta de crédito, IDH regional e taxa Selic, com variações conforme o tipo de produto. Mais de 75% das desistências ocorreram nos primeiros 30% do contrato, indicando influência de fatores emocionais, estruturais e comerciais. Estudos complementares revelaram descompassos entre promessa publicitária e experiência real, assimetrias econômicas no modelo de negócio e desvantagens financeiras para os desistentes. Os achados oferecem subsídios para aprimorar estratégias de retenção, comunicação e diretrizes regulatórias. O estudo busca fomentar decisões mais conscientes e alinhadas ao planejamento financeiro de longo prazo.
