Roots and routes: how cultural norms shape migrant women’s work and family choices in Brazil

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Data
2025-05-09

Orientador(res)

Fuente Estevan, Fernanda Gonçalves de La

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Esta dissertação investiga se normas culturais do estado de origem de migrantes casadas influenciam sua empregabilidade e suas escolhas reprodutivas após migrarem para seu estado de destino. Utilizando dados dos Censos Demográficos Brasileiros de 1991, 2000 e 2010, analisamos mulheres de 30 a 49 anos que migraram até os 15 anos de idade e examinamos se as taxas históricas de participação feminina na força de trabalho (PFFT) e de fecundidade total (TFT) — medidas 20 anos antes no estado de origem — afetam suas chances de estarem ocupadas e o número de filhos que possuem. Para todos os anos dos Censos, a TFT do estado de origem influencia positivamente e de forma estatisticamente significativa o número de filhos das mulheres migrantes. Por outro lado, a PFFT não apresenta efeito significativo sobre a probabilidade de estarem empregadas. Esses resultados sugerem que normas culturais relacionadas à fecundidade são mais persistentes do que àquelas ligadas ao mercado de trabalho. Esses achados se mantêm robustos à exclusão de estados outliers, à utilização de proxies culturais alternativas (como as proxies de nível médio de educação e renda dos pais das migrantes), à heterogeneidade da amostra (por idade, raça, religião, idade da migração, área de residência e densidade de migrantes), bem como à variação nos anos de referência das proxies utilizadas. Os resultados indicam, de forma consistente, que no Brasil, a cultura do estado de origem influencia as decisões de fecundidade, mas não a empregabilidade de migrantes casadas em 1991, 2000 e 2010.

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