Endogenous cross-shareholding under equity exposure caps: balancing welfare, risk sharing, and financial stability
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Data
2025-05-15
Autores
Orientador(res)
Moreira, Humberto Ataíde
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Resumo
Este trabalho estuda como redes endógenas de participações cruzadas afetam o bem-estar, o compartilhamento de risco e a estabilidade financeira em uma economia simples com duas firmas. Desenvolvo um jogo em três estágios no qual as firmas decidem, inicialmente, o nível de exposição acionária, formam vínculos acionários direcionados e, por fim, alocam suas participações respeitando restrições orçamentárias e regulatórias. Caracterizo o equilíbrio do modelo e simulo os resultados em uma grade de riscos dos projetos e configurações regulatórias. Nossos resultados mostram que qualquer rede de participações cruzadas que seja estável no sentido de Nash melhora estritamente o bem-estar total em relação à autarquia, reduz a probabilidade de falência e mitiga perdas de valor de mercado após a propagação de choques. No entanto, em ambientes de alto risco, um excesso de interconexão pode amplificar a volatilidade por meio de retroalimentações na avaliação dos ativos. Esses achados destacam um trade-off importante: embora as participações cruzadas facilitem o compartilhamento de riscos e aumentem a resiliência frente a choques moderados, uma regulação excessivamente permissiva pode introduzir fragilidade em cenários extremos.
