Commodity cycles, production networks and the Brazilian wage distribution

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Data
2023-06-29
Orientador(res)
Pannella, Pierluca
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Resumo

Durante o início dos anos 2000, a desigualdade salarial se reduziu no Brasil. Ao mesmo tempo em que políticas agiram nesse sentido, a simultânea alta na demanda internacional por produtos primários pode ter contribuído para a compressão na disparidade salarial, dadas as menores remunerações nesse setor. Em nosso estudo, buscamos responder se as redes de produção, isto é, o uso intermediário de bens de outros setores e regiões no processo produtivo, contribuíram para a queda na desigualdade ou se a atenuaram. Em forma reduzida nós estimamos que um aumento de 1 ponto percentual na exposição da microregião ao choque nos preços de commodities levou à um aumento de 0.2 ponto percentual nos salários, sendo este efeito não restrito aos trabalhadores do setor primário. Mostramos que um efeito de magnitude semlhante se observa quando consideramos a exposição de regiões vizinhas, indicando a propagação geográfica dos efeitos benéficos dos preços. Também observamos, para preços 1 p.p. maiores de commodities, um aumento de 0.05 p.p. nos salários de firmas fornecedoras de insumos e redução de 0.07 p.p. na remuneração do trabalho de firmas compradoras de produtos primários, quando comparadas com firmas que não estão diretamente conectadas à produção de commodities. Na sequência, para considerar o efeito completo do choque comercial na distribuição salarial, construímos um modelo de equilíbrio geral com múltiplas regiões e setores. Realizando exercícios quantitativos com parâmetros obtidos de dados brasileiros, nós obtemos que as conexões setoriais amplificaram a redução na desigualdade, assim como barreiras que impediram a perfeita mobilidade de recursos entre regiões, apesar de nesse último caso, os custos comerciais terem reduzido os salários à nível agregado.


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