Uma revisão de literatura para identificar como a auditoria interna pode contribuir para o comportamento de voz do funcionário
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Data
2025-11-26
Autores
Orientador(res)
Migueles, Carmen Pires
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Resumo
Objetivo- Este estudo investiga como a auditoria interna pode contribuir para o comportamento de voz dos funcionários, definido como a manifestação proativa de ideias, preocupações e sugestões que fortalecem o aprendizado organizacional, a transparência e a gestão de riscos. Diante dos desafios persistentes do silêncio organizacional e da assimetria de informações, busca-se compreender em quais condições a auditoria interna pode atuar como mecanismo estratégico para aprimorar a comunicação ascendente e reduzir vulnerabilidades de governança. Metodologia – Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, contemplando 14 artigos revisados por pares publicados entre 1993 e 2025, além de frameworks institucionais de governança, riscos e auditoria (COSO, ISO 31000, IBGC e IIA Standards). A pesquisa seguiu as diretrizes PRISMA e integrou estudos teóricos, empíricos e meta‑analíticos para analisar a interseção entre voz/silêncio organizacional e o papel, os limites e as possibilidades da auditoria interna. Resultados – Os achados indicam que a auditoria interna pode atuar como mediadora da voz ao identificar barreiras culturais e estruturais, fortalecer canais seguros de reporte e reduzir assimetrias informacionais entre níveis hierárquicos. Entretanto, sua efetividade depende de fatores como independência, apoio da liderança, segurança psicológica e maturidade das práticas de governança. Limitações relacionadas a captura política, escopo reduzido e resistências culturais permanecem obstáculos relevantes. O estudo evidencia que o silêncio não é apenas ausência de voz, mas resultado de crenças gerenciais, medo de retaliação e normas culturais que inibem a comunicação. Contribuições práticas – Organizações podem aprimorar a governança ao incorporar avaliações culturais, mecanismos protegidos de comunicação e indicadores de segurança psicológica à auditoria interna. Fortalecer a independência, os canais de reporte ao conselho e as habilidades socioemocionais dos auditores contribui para que a função atue não apenas como mecanismo de controle, mas também como promotora de transparência e aprendizado.
